O vídeo sobre IP (Internet Protocol) é a nova fronteira tecnológica da segurança. Oferece novas funcionalidades, aumenta as possibilidades de comando e controle nas empresas e economiza nos custos de instalação. Mas há uma questão: O mercado está pronto?
Cerca de 80% das câmeras de videovigilância instaladas no mercado são ainda analógicas, apesar da tendência ser instalar câmeras IP (Internet Protocol). A questão que se põe às organizações é como migrar os sistemas de CFTV (Circuito Fechado de TV) analógicos existentes para IP. Não existem razões óbvias que forcem as organizações a abandonar os investimentos feitos na tecnologia analógica, mas por outro lado, existem razões para fazer os novos investimentos em tecnologia IP.
Abordagem
Os equipamentos IP têm várias vantagens, em particular no preço.
Uma vez instalada uma rede local (LAN – Local Area Network) para segurança, é fácil e de baixo custo instalar os equipamentos de segurança. As câmeras podem ser colocadas em qualquer lugar (plug-and-play).
A integração e partilha das imagens com outros equipamentos e aplicações disponíveis em rede passa a ser muito mais fácil e eficaz: detecção de movimento, botões de pânico e controle de acessos, são alguns dos “inputs” que podem provocar reações e comportamentos pré-determinados no sistema de CFTV. Sinais de controle do edifício, dados e aplicações específicas do negócio, residentes na rede de dados, são passíveis de serem integrados, passando a fazer parte de um conjunto de ferramentas totalmente novas na gestão dos espaços e das pessoas que neles circulam.
Por exemplo, quando é detectada uma presença não autorizada em um determinado local, o operador de segurança é avisado de imediato por um sinal sonoro de alarme e no mesmo momento, surge-lhe no monitor a imagem da zona onde ocorreu o alarme, servindo de apoio à decisão a tomar. Caso este confirme a situação de risco e sejam acionados os meios de reação adequados, o responsável de segurança do edifício é automaticamente notificado da ocorrência, podendo tomar parte na ação de interrupção do evento e informar quem de direito, da evolução dos acontecimentos.
Uma vez que a informação está disponível numa aplicação acessível pela Internet, torna-se possível acompanhar toda a situação mesmo que esteja noutro local do mundo, através de uma ligação à web. Ou seja, todas as situações que possam estar a decorrer numa cadeia de lojas podem estar a ser monitoradas em num centro de controle do grupo investidor e assim reportarem estatisticamente uma série de dados de apoio às decisões a tomar. Já não estamos falando somente de segurança, mas também de otimização de recursos humanos, resolução de problemas estruturais e operacionais das organizações, nacionais e internacionais.
Soluções híbridas: O caminho a seguir
Migrar a solução de CFTV analógica para IP não implica abandonar por completo os investimentos feitos em equipamento analógico. Um sistema híbrido representa o caminho mais lógico e seguro para se passar do analógico para o IP.
Os equipamentos IP utilizam padrões de comunicação standard das redes, por isso podem compartilhar a mesma infra-estrutura de redes para a voz e dados. No entanto, por razões de segurança e de largura de banda disponível, é preferível (e aconselhável) que exista uma rede própria (Intranet) para o sistema de CFTV por IP.
Quanto aos equipamentos analógicos existentes, também não precisam ser descartados. Se cumprirem com os requisitos mínimos para a função que se pretende que assegurem, os seus sinais podem ser convertidos para IP e assim integrarem a solução geral IP de controle e análise, independentemente da origem da fonte.
Bem implementada, as soluções híbridas são a evolução natural dos sistemas atuais de CFTV analógicos tornando possível a coexistência de câmeras analógicas e câmeras IP num mesmo sistema, com sistemas avançados de processamento e análise comportamental de imagens.
Esta evolução natural também permitirá fazer evoluir os serviços prestados de segurança, aumentando progressivamente os níveis de serviço acordados, reduzindo os custos através da especialização dos serviços (menos homens hora, mais especializados e com maior capacidade de detecção precoce) e do aumento dos níveis de segurança (mais meios de reação automática) das instalações.
Fonte: http://www.revistaip.com.br